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Fama da AMD, proveito da Intel

June 10th, 2009 No comments

Desde o fim dos Pentium 4 que a Intel começou a ganhar margem sob a AMD, e em grande parte com as melhores ideias da AMD, até hoje a AMD nunca mais conseguiu atingir a Intel em performance, apenas no preço mais baixo.

O Pentium 4 e os derivados Xeon foram dos piores processadores da Intel em termos de performance/Hz, sendo que a Intel vinha desde o Pentium 1 a subir a velocidade do processador de geração em geração, não poderia vir um Pentium 5 com um processador com ainda mais velocidade, e enquanto a Intel não se decidia passar para Core Duo (o que até já tinham um processador onde se basear, o primeiro centrino, denominado de BANIAS) a AMD ganhou protagonismo e um bom avanço sobre a Intel.

Falando agora sobre o titulo do artigo, a AMD foi a primeira a apostar em processadores com velocidades mais baixas, consumos mais baixos e performance superior, no entanto o sucesso da Intel ficou mais baseado nos processadores multi-core, em que o primeiro multi-core nativo também foi da AMD (tanto o Dual-Core como o Quad-Core), apesar de tudo a performance da Intel com tecnologias idênticas era superior à AMD, a qual ainda tinha um trunfo a mais que poderia ter custado caro, que é o controlador de memória integrado no processador.

O controlador de memória integrado no processador tem prós e contras, no entanto mostra que a AMD gosta de arriscar para obter melhores resultados, um dos prós é a mais rapida comunicação entre cpu e memória, o principal contra é que em multi-socket, cada processador tem de ter a sua memória, ou seja, se tiver 2 processadores e 4 módulos de ram, 2 ficam para o processador 1 e os outros 2 para o processador 2. O custo da ram na altura era alto, e era um risco devido à necessidade de mais ram, pois os processadores não podem aceder à ram do outro processador, um servidor com muitos processadores poderia elevar em muito o preço e até influenciar a performance devido a trabalhar a 2 ou 4 canais, que são precisos 2 a 4 slots respectivamente, e isso representa um maior preço e um maior numero de slots.

A Intel lançou agora os seus novos processadores Nehalem, em que aproveitou 2 tecnologias já usadas, uma pela AMD que é o controlador de memória integrado no processador e a outra é o velhinho Hyper-Threading do Pentium 4, e praticamente duplicou a performance face à anterior geração, fantástico não? Mas, e agora? Acabou as novidades de ambas as partes, nos novos processadores se quiserem adicionar tecnologia terá de ser algo novo, terão os Engenheiros à altura?

Já se sabe que a nova tendência para os processadores de servidores é o aumento do número de cores, quantos mais melhores. A AMD prepara-se para lançar o Instambul, um processador com 6 cores que pretende competir com o novo da Intel, mas pelos testes ainda continua em baixo, esperamos que pelo menos tenha uma boa relação performance/preço.

Já num aparte, li a Exame Informática e deixou-me perplexo alguns erros crasos como por exemplo o número de núcleos que indicaram que os 2 processadores em conjunto tinham, 16 núcleos, bem, esta informação está errada, é verdade que com o Hyper-Threading é possível correr 16 threads em simultâneo, mas é errado que se considere uma thread como um núcleo. O Hyper-Threading divide as operações do núcleo, para assim poder fazer mais do que uma coisa, já que parte do núcleo que não é utilizado pode ser aproveitado por outro processo, no entanto se precisar de utilizar as funções que já estão a ser utilizadas a utilidade do Hyper-Threading é 0.

Para finalizar, pretendo acabar o mito com a soma dos cores, senão qualquer dia andam a somar as threads, 2.8*16 = 44.8GHz, que fantástico, era bom, mas está errado! Não existe nenhuma formula para calcular porque não se podem somar, até porque não há nada 100% escalável (não perder performance com vários núcleos/processadores e assim garantis a soma dos cores), a única formula que existe é sobre o HT que apesar de não ser muito fiável, deve ser calculada com o bonús de até 50% mais performance.